Uma obra que transforma a dor do luto em vínculo

Por Mozart Sávio | 14/04/2026

No hiato da dor nos tornamos suportes, de Vinicius Pereira, é um romance sobre duas experiências de luto. Publicado pelo selo Página Nova, o livro aborda temas como maternidade, violência doméstica e Alzheimer para compor uma narrativa em que o luto não funciona como ornamento dramático, mas como uma experiência capaz de reorganizar a rotina, os vínculos e o próprio modo de viver.

Lucy atravessa uma vida marcada por perdas sucessivas e pelo silenciamento. Cresce em um ambiente familiar duro, casa-se com um homem autoritário, passa a cuidar da mãe durante o avanço do Alzheimer e, mais adiante, é lançada à experiência devastadora do desaparecimento do filho. Quando sua dor encontra a de Joana, que perdeu o bebê no fim da gestação, o romance desloca seu eixo: sai do padecimento isolado e alcança o reconhecimento mútuo. São duas mulheres atravessadas por lutos distintos, mas igualmente incontornáveis, que constroem entre si uma relação fundada, sobretudo, na rara possibilidade de serem compreendidas uma pela outra.

O romance também fala de recomeços tardios, da coragem de voltar a estudar, de novas formas de amar, da amizade como amparo e da possibilidade de recuperar algum brilho depois de tanto sofrimento. Lucy e Joana não deixam de carregar seus mortos; aprendem, antes, a seguir com eles, sem desistir inteiramente do mundo.

Com linguagem sensível, imagética e relacional, Vinicius Pereira constrói uma narrativa que alcança leitores interessados em literatura contemporânea, relações familiares, maternidade, luto e saúde emocional. A obra interpela qualquer pessoa que já tenha experimentado a perda de alguém amado, a culpa, o silêncio ou a necessidade de amparo quando a vida deixa de caber em sua forma habitual.

Dados editoriais

  • Título: No hiato da dor nos tornamos suportes
  • Autor: Vinicius Pereira
  • Edição: 1ª edição, 2026
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 160
  • ISBN: 978-65-85933-78-0
  • Gênero: Romance brasileiro

“Depois dos 70” desafia a ideia de que envelhecer é desaparecer

Por Mozart Sávio | 08/04/2026

Depois dos 70: lições, desafios e novos começos na maturidade, de Ivanete Bastos de Andrade, surge como uma rejeição à visão da velhice associada ao isolamento, à passividade ou ao fim. Publicado pelo selo Página Nova, o livro questiona a imagem tradicional do idoso que apenas aguarda o tempo passar e propõe um novo modo de viver a maturidade com mais lucidez, atividade, consciência e abertura para recomeços.

Ivanete, médica e observadora da experiência humana, constrói sua tese de que o maior risco do envelhecimento está na aceitação dos papéis e estereótipos limitadores. Para ela, envelhecer é uma escolha diária e renovável que vai além das limitações físicas e representa uma nova postura diante da vida.

Ao longo da obra, temas como memória, solidão, vínculos, autonomia e reinvenção ganham forma em uma reflexão que combina experiência pessoal, olhar clínico e desejo de despertar. A imagem das “gavetas” resume com força esse percurso: o passado não aparece como prisão nostálgica, mas como arquivo vivo, capaz de iluminar o presente e reabrir sentidos para o tempo que ainda existe. 

Com linguagem direta, próxima e marcada pela experiência, Depois dos 70 fala a quem já vive essa etapa da vida, mas também alcança filhos, familiares, cuidadores e profissionais da saúde. Ao deslocar o olhar sobre a velhice, o livro questiona a lógica que associa envelhecer ao apagamento e insiste em outra possibilidade: continuar escolhendo, criando, convivendo, aprendendo e pertencendo. 

Em um contexto de longevidade crescente, Ivanete Bastos de Andrade traz ao centro uma pergunta urgente: que lugar a sociedade reserva à maturidade, e que lugar cada pessoa decide ocupar dentro dela? Sem idealizar essa fase nem negar suas dificuldades reais, Depois dos 70 afirma, com clareza, que ainda há tempo para agir, reconstruir vínculos, rever a própria história e dar novo sentido aos dias. Mais do que um livro sobre envelhecer, a obra é uma recusa da passividade e um chamado à permanência em movimento.

Dados editoriais

  • Título: Depois dos 70: lições, desafios e novos começos na maturidade
  • Autor: Ivanete Bastos de Andrade
  • Edição: 1ª edição, 2026
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 128
  • ISBN: 978-65-85933-77-3
  • Gênero: 1. Bem-estar 2. Envelhecimento – Aspectos psicológicos
  • Link da obra: https://a.co/d/0eK50xWi 

Entre memórias, afetos e a leveza da infância

Por Mozart Sávio

Sopa de Histórias com tempero de poesia, de Maria da Conceição F. da Silva, conduz o leitor a um universo em que o cotidiano se converte em encantamento. A obra organiza-se como um mosaico de experiências familiares, reunindo narrativas breves, poemas e elementos do cordel que dialogam com o imaginário infantil, sem perder a capacidade de sensibilizar leitores de diferentes idades.

Inspirado nas vivências com sobrinhos e nas lembranças da própria infância, o livro apresenta uma escrita marcada pela oralidade, pelo humor e pela musicalidade. Histórias simples, como brincadeiras, travessuras e situações domésticas, adquirem novas camadas por meio da rima e do ritmo. Desse modo, constrói-se uma experiência de leitura que aproxima texto e escuta, palavra e afeto.

A obra se estrutura como uma verdadeira “sopa” narrativa: diversa, dinâmica e multifacetada. Personagens singelos, cenas do cotidiano e figuras do imaginário popular, como o “velho que pega” e o “homem da sacola”, são ressignificados, ora provocando riso, ora suscitando reflexão. Nesse movimento, o medo infantil é suavizado, o erro é reelaborado como aprendizado e a convivência familiar emerge como eixo estruturante das histórias.

Mais do que entreter, o livro propõe uma experiência sensorial e emocional. O texto não se limita à exposição de conteúdos; antes, busca transmitir o espírito da obra, favorecendo a identificação e o envolvimento do leitor. Assim, cada poema e cada narrativa funcionam como convites à memória, seja ela vivida, seja imaginada.

Com linguagem acessível e forte densidade afetiva, Sopa de Histórias com tempero de poesia reafirma a literatura infantojuvenil como espaço de formação sensível. Ao estimular a imaginação e o prazer da leitura, a obra também resgata valores como empatia, respeito e pertencimento, evidenciando que, na simplicidade das histórias, reside uma via potente de compreensão do mundo.

Trata-se, portanto, de um livro que se lê, mas também se escuta, se sente e se compartilha, como toda narrativa que nasce da experiência e retorna à vida.

Dados editoriais

  • Título: Sopa de Histórias com tempero de poesia
  • Autora: Maria da Conceição F. da Silva
  • Edição: 1ª edição, 2026
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 48
  • ISBN: 978-65-85933-74-2
  • Gênero: poesia, literatura infantojuvenil
  • Link da obra: https://a.co/d/02TnorS0

Entre amores, ironias e destinos improváveis: uma jornada humana em busca da felicidade

Por Mozart Sávio | 10/03/2026

A literatura costuma funcionar como um espelho da vida. Em “A felicidade e os risíveis amores de todos nós”, o escritor J. Emiliano Cruz conduz o leitor por uma coletânea de contos que percorre justamente esse território instável onde convivem desejo, desencontros, acaso e esperança. 

Ao reunir histórias que alternam humor e drama, o autor constrói um retrato sensível das relações humanas. Seus personagens habitam um mundo em que os sentimentos raramente são simples e em que o destino, muitas vezes, parece brincar com as expectativas. Cada narrativa, à sua maneira, revela uma constatação familiar: a vida quase nunca segue o caminho que imaginamos.

Narrar o cotidiano humano

Nos contos, surgem personagens que poderiam viver em qualquer cidade. São homens e mulheres comuns, confrontados por dilemas afetivos, decisões difíceis e encontros capazes de alterar o rumo de suas histórias. Em determinados momentos, esses personagens se deparam com situações que os obrigam a rever a forma como compreendem a si mesmos e o mundo ao redor.

Esse olhar atento para o cotidiano dialoga com uma tradição importante do conto moderno. Em muitas narrativas desse gênero, acontecimentos aparentemente simples desencadeiam mudanças profundas na vida dos personagens. Escritores como Anton Tchekhov exploraram com maestria essa forma de construção narrativa, na qual pequenas experiências do dia a dia revelam transformações interiores. Em outra vertente, Clarice Lispector também mostrou como situações banais podem esconder sentidos inesperados.

Nos contos de Emiliano Cruz, essas revelações costumam surgir envoltas em ironia, coincidências improváveis e episódios que expõem a fragilidade das certezas humanas. Assim, o cotidiano se transforma em um espaço de surpresa, humor e reflexão.

Humor, ironia e reflexão

Um dos pontos mais marcantes do livro está na forma como o autor combina leveza narrativa com temas profundos. As histórias avançam com fluidez e frequentemente apresentam situações bem-humoradas. Ao mesmo tempo, levantam questões universais, como:

  • os desencontros do amor
  • as escolhas que moldam nossas vidas
  • o papel do acaso nos relacionamentos
  • a constante busca pela felicidade

Essa combinação torna a leitura dinâmica. Em certos momentos, o leitor se diverte com as situações vividas pelos personagens. Em outros, é levado a refletir sobre experiências que também fazem parte da vida real.

Uma coletânea sobre a condição humana

Embora cada conto apresente personagens e enredos diferentes, há um tema que atravessa toda a obra: a tentativa humana de compreender o amor e a felicidade em meio às incertezas da vida.

Nos relatos de Emiliano Cruz, os relacionamentos surgem, se transformam ou se desfazem diante de circunstâncias muitas vezes imprevisíveis. Ao acompanhar esses movimentos, o autor revela um olhar atento para as contradições da vida contemporânea, um cenário em que sentimentos intensos convivem com inseguranças, expectativas e decisões que raramente oferecem garantias.

Essa diversidade de histórias também abre espaço para que cada leitor construa sua própria relação com o livro. Em meio às narrativas, é provável que cada pessoa encontre um conto que dialogue de forma particular com sua própria experiência emocional.

Uma leitura que convida à reflexão

Afinal, a felicidade nasce das escolhas que fazemos ou das circunstâncias que a vida nos apresenta? Talvez ela surja justamente do encontro entre decisões pessoais, coincidências inesperadas e os caminhos que se abrem ao longo da existência.

Em “A felicidade e os risíveis amores de todos nós”, J. Emiliano Cruz oferece ao leitor uma obra que observa com atenção as ironias e complexidades das relações humanas. Trata-se de um livro que diverte, provoca reflexão e lembra algo essencial: a busca pela felicidade é uma experiência profundamente humana e, de certa forma, compartilhada por todos nós.

 

Dados editoriais

  • Título: A Felicidade e os risíveis amores de todos nós
  • Autor: J. Emiliano Cruz
  • Edição: 1ª edição, 2026
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 176
  • ISBN: 978-65-85933-75-9
  • Gênero: literatura brasileira
  • Link da obra: https://a.co/d/0fLuUp3a

Ficção científica brasileira sobre família e legado

Por: Mozart Sávio

Romance de estreia de Arthur Pereira Lopes, O Núcleo da Mente Viva mistura ficção científica, saga familiar e legado emocional em uma travessia entre décadas e continentes. Publicada pelo selo Página Nova, do Café do Escritor, a obra propõe uma pergunta: e se todas as nossas memórias pudessem ser armazenada e consultadas?

 

A trama se inicia em 2125, na Cidade Solar de Atlântica, onde o Núcleo da Mente Viva é o centro de uma civilização que tenta preservar não apenas o planeta, mas também as histórias humanas. É nesse cenário que Maia Lopes, aos 17 anos, e seu irmão Naoki, aos 19, se preparam para acessar o Departamento de Memórias Familiares e, junto dele, um passado que parecia incompleto.

 

Na busca por respostas, os dois descobrem a figura de um ancestral chamado Arthur, apontado como pioneiro na preservação de memórias digitais. Ele teria deixado um manuscrito com um “código para o futuro”, uma mensagem destinada aos descendentes. A partir daí, a trama se transforma em uma investigação emocional: imagens, cartas e fragmentos de vida passam a se encaixar como um mosaico, ligando o interior de São Paulo a outros lugares do mundo e atravessando escolhas, perdas e recomeços.

 

A obra deixa claro, desde a “carta ao leitor”, que não fala apenas sobre tecnologia ou futuro. Ela fala sobre o que tentamos salvar dentro de nós: memória, identidade, família e legado. Em vários momentos, a tecnologia aparece não como frieza, mas como uma forma de cuidado, porque até a voz de quem amamos pode se perder se não houver atenção e presença.

 

Para quem é este livro

Para leitores que gostam de ficção científica com emoção, histórias sobre família, pertencimento e legado, que usam o futuro como lente para revelar o que importa no presente. É uma leitura ideal para quem quer revisitar as próprias raízes, entender o que veio antes e pensar no que deseja deixar para o amanhã.

 

Dados editoriais

  • Título: O Núcleo da Mente Viva
  • Autor: Arthur Pereira Lopes
  • Edição: 1ª edição, 2025
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 128
  • ISBN: 978-65-85933-65-0
  • Gênero: Ficção científica brasileira
  • Link da obra: https://a.co/d/01lciI4f

A jornada que o Café constrói com você

Todo livro começa antes da primeira frase. Começa na pergunta: “será que agora vai?”. E é justamente nesse ponto que muita gente chega até nós

Olá, eu sou o Sandro Bier, do Café do Escritor. Se você chegou até aqui, provavelmente está pensando em escrever ou publicar um livro — e quer fazer isso com segurança, sem cair nas ciladas editoriais que muita gente enfrenta por falta de orientação. E é exatamente para te guiar nesse caminho que o Café do Escritor existe.


Quem somos e como trabalhamos

O Café do Escritor é uma comunidade de leitores e escritores. Desde 2015, nós ajudamos autores independentes a transformar suas histórias em livros profissionais, com qualidade, transparência e um processo editorial completo. Nós somos uma prestadora de serviços editoriais. Isso significa que, ao fazermos o seu livro:

  • o livro é seu;
  • os direitos são seus;
  • e você permanece um autor independente.

Mas, ao mesmo tempo, com a qualidade editorial que não fica a dever a nenhuma editora comercial.

Nosso diferencial: fazemos o livro com você

E aqui entra um dos nossos maiores diferenciais: nós fazemos o livro com você. Você participa de todas as etapas, acompanha o processo inteiro e recebe orientação editorial ao longo do caminho — é uma consultoria incluída dentro da produção do seu livro. E eu asseguro: você vai aprender muito. Por isso, você ganha clareza, segurança e um resultado realmente profissional.

O processo editorial completo

Quando você trabalha com a gente, o seu livro passa por todas as etapas editoriais necessárias: leitura crítica, preparação de texto, revisão, capa, projeto gráfico, ficha catalográfica, ISBN — tudo. Nosso trabalho é entregar o seu livro pronto, com padrão profissional e seguro.

E, depois disso, quando a obra está finalizada, nós intermediamos a impressão com as nossas gráficas parceiras, que já conhecem o nosso padrão técnico e garantem uma impressão de excelente qualidade.

O que não fazemos — e o que oferecemos no lugar

Importante dizer:

  • nós não realizamos lançamento presencial;
  • e não colocamos livros em livrarias físicas.

Como nosso intuito é trabalhar de forma enxuta, oferecemos outra solução: além da impressão na quantidade de exemplares que você quiser, temos a opção de colocar o seu livro nos principais marketplaces do Brasil, como Amazon e outros.

O nosso lançamento é sempre digital, através das nossas redes sociais e do nosso canal no YouTube. Mas, se você quiser ir além, indicamos parceiros confiáveis que fazem o trabalho de divulgação e lançamento.

Selo Página Nova: parceria que amplia o alcance do autor

O Selo Página Nova é uma parceria entre o Café do Escritor e o autor. Ele dá suporte ao autor: intermedia a impressão, entrega os exemplares e disponibiliza a obra nos principais marketplaces. Para que possamos colocar o seu livro nos marketplaces, ele precisa ter o Selo Página Nova. O selo não tem custos extras, mas nós nos reservamos o direito de fornecê-lo com base em três critérios:

  1. concluir todas as etapas editoriais com a gente;
  2. manter uma boa relação de parceria com a equipe;
  3. e ter um conteúdo que represente o nível de qualidade do selo.

Nem todo projeto será convidado para receber o Selo Página Nova. Além disso, apenas quem assina o Contrato de Cessão Parcial tem direito aos três benefícios exclusivos:

  • intermediação com a gráfica;
  • disponibilização do livro em marketplaces;
  • live de lançamento no nosso canal.

Dessa forma, seu livro fica disponível no país todo e você recebe royalties sobre as vendas.

Nosso propósito

O propósito do Café do Escritor é simples: transformar ideias em livros e escritores em autores publicados — com segurança e profissionalismo.

Então, se você tem um projeto em andamento, ou até mesmo um livro que está só na sua cabeça, faz o seguinte: marca uma conversa com a gente. É gratuita e sem compromisso. Traz o seu projeto, tira suas dúvidas e entenda com detalhes como funciona o processo para publicar um livro de verdade — com qualidade e sem ciladas.

Depois de mais de 10 anos produzindo livros com excelência, nós sabemos como pegar o seu projeto e colocá-lo em um padrão que realmente faz diferença.

A gente te espera aqui.


 

Assista ao vídeo completo:

Não diga que Deus disse — Memórias de uma aluna de teologia

O livro que devolve a humildade à fé

Por Mozart Sávio

Quantas certezas uma fé é capaz de sustentar? E quantas vezes usamos o nome de Deus para validar o que já decidimos por conta própria?

Publicado pelo selo Página Nova, Não diga que Deus disse é um chamado à humildade.  Em um tempo em que o discurso religioso muitas vezes serve mais para reforçar convicções pessoais do que para promover o encontro com Deus, Juliane Queirolo oferece algo raro: uma fé que pensa, questiona e se responsabiliza.

A fé que escuta antes de afirmar

Não diga que Deus disse o que você pensou. O que achou ter entendido. Aquela ideia com algum sentido.

É assim que começa o poema que dá nome ao livro e também o tom da obra. Desde as primeiras páginas, Juliane escreve como quem aprendeu que fé não é sinônimo de certeza.

O livro nasce das inquietações de uma aluna de teologia diante do que se faz, e se desfaz, em nome de Deus. Ao longo de quatro anos de curso, Juliane percebeu como interpretamos a Palavra com os filtros da nossa tradição, cultura, emoção e história pessoal. E, pior: quantas vezes usamos essas interpretações para justificar posturas anti-cristãs.

Do púlpito à vida real: quando a interpretação machuca

Em capítulos breves, que alternam o tom poético, crítico e confessional, a autora desmancha certezas arrogantes e convida o leitor à honestidade espiritual. Fala de passagens bíblicas fora de contexto, de discursos religiosos que geram culpa ou violência, e de feridas abertas por interpretações malformadas.

No capítulo Donos da Verdade, ela lembra o caso real de uma menina de 10 anos, que após sofrer violência sexual, foi cruelmente hostilizada por religiosos durante um procedimento médico autorizado por lei. A pergunta que fica é: que tipo de cristianismo estamos ensinando?

Juliane responde com mansidão, mas sem omissão. Em vez de gritar doutrinas, ela propõe uma chave de leitura: Jesus. Mais do que o texto bíblico isolado, o que deveria pautar a fé cristã é o caráter de Cristo, que é manso, justo, humilde. A verdadeira interpretação, ela sugere, é aquela que passa pelo filtro do amor.

Teologia com ternura e lucidez

A linguagem do livro equilibra clareza e lirismo. Não há jargões acadêmicos nem simplificações ingênuas. Há, sim, uma escrita atravessada por poesia, experiência e temor. A autora compartilha memórias, confissões e até poemas, como aquele em que se pergunta: “Senhor, disse eu, jamais eu poderia matar um meu semelhante…”. E ouve, em resposta, que há homicídios feitos com palavras, julgamentos, descuidos.

O tom nunca é dogmático. Ao contrário: valoriza a dúvida, a escuta e o reconhecimento dos próprios limites. Este é um livro sobre prudência, sobre ler a Bíblia com seriedade, respeitando o contexto, o gênero literário, a ética e, sobretudo, o exemplo de Jesus.

Para quem é esse livro?

Para quem já se feriu com discursos religiosos.
Para quem crê, mas não sabe mais em quem confiar.
Para quem lê a Bíblia, mas tem medo de interpretá-la errado.
Para quem ama a fé cristã, mas não suporta o fanatismo.

Não diga que Deus disse é um livro que devolve a leveza ao caminho espiritual. Um livro que nos ajuda a trocar o “Deus mandou” por um “eu posso estar errado”. Um livro que, antes de nos colocar no púlpito, nos convida a tirar os sapatos.

Onde encontrar

Não diga que Deus disse — Memórias de uma aluna de teologia
Autora: Juliane Queirolo
Selo: Página Nova – Café do Escritor
Páginas: 112
ISBN: 978-65-85933-24-7
Gênero: Teologia, Fé, Autobiografia espiritual
Ano: 2024
Disponível na Amazon e nas redes da autora

Como contar histórias pode mudar o destino da sua marca?

Você já parou para pensar por que algumas marcas ficam tão gravadas em nossa memória? Muitas vezes, não é nem pelo produto ou serviço que oferecem, mas pela história que contam. Se você quer saber como aplicar isso ao seu negócio, continue lendo!

No Café do Escritor, acreditamos que a chave para engajar seu público está na arte de contar histórias. Eu sou Sandro Bier, escritor e editor, e quero te mostrar como o storytelling pode ser um divisor de águas para o seu negócio.

Storytelling, ou contar histórias, é mais do que uma técnica de marketing. Trata-se de conectar emocionalmente com seu público, humanizando sua marca e criando uma relação verdadeira. Isso foi algo que eu aprendi com um evento que participei anos atrás. Na ocasião, um apresentador começou a falar sobre sua filha e, de repente, sua história pessoal se conectou com o evento e com o produto que ele estava promovendo. No final, eu não me lembrava do produto em si, mas da história da filha dele, que foi inesquecível!

E é exatamente isso que o storytelling faz: fica gravado na mente e no coração do público.

 

Mas como aplicar isso no seu negócio?

Aqui vão três passos essenciais para você transformar a maneira como sua marca é percebida e engajar seu público com histórias que realmente fazem a diferença:

  1. Personagens que conectam: Toda boa história tem um herói, e no seu negócio, o herói não é a sua marca, é o seu cliente. Pense nos desafios, desejos e frustrações dele. Como seu produto ou serviço pode mudar a vida desse herói? Ao contar a história do seu cliente superando dificuldades, você não só humaniza sua marca, mas também cria uma conexão genuína.
  2. Mostre o porquê: O que motiva sua marca a existir? Qual é o problema que você quer resolver para o seu cliente? Ao compartilhar seu propósito, você cria uma conexão emocional com seu público. Por exemplo, se você tem um software de produtividade, sua história pode ser sobre um empreendedor que perde horas organizando tarefas. Seu produto oferece uma solução para que ele foque no que realmente importa.
  3. Transforme dados em emoção: Dados e números são importantes, mas eles não tocam o coração do seu público. Para realmente engajar, transforme esses números em histórias. Ao mostrar o impacto real de um dado, você humaniza a informação e faz com que ela tenha um significado emocional. Isso cria uma narrativa memorável que fica com o cliente muito tempo depois.

Esses passos não são apenas sobre contar uma história, mas sobre criar uma conexão genuína com seu público. Quando você compartilha a jornada do seu herói, mostra o porquê de sua marca existir e transforma números em sentimentos, você não só engaja – você cria uma lealdade duradoura.

 

Quer saber mais sobre como usar storytelling para transformar seu negócio?

Assista ao vídeo completo para mais dicas práticas sobre storytelling e como aplicá-lo ao seu negócio. E, se precisar de ajuda para colocar tudo isso em prática, entre em contato! Estamos aqui para ajudar a sua marca a contar a melhor história possível.

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Quer ter seu texto publicado no site do Café do Escritor?

Queremos mostrar a riqueza dos textos dos nossos escritores!

E o novo site do Café do Escritor é este espaço no qual você pode ter a experiência de ler um bom texto e desfrutar de um bom café. Sim, temos sugestões de cafés para acompanhar sua leitura e música também.

Para participar com seu texto e ser publicado no site, basta enviar seu conto, crônica ou poema com até 500 palavras.

Não tem custo. Você só precisa autorizar a publicação. Os direitos continuam sendo seus.

Participarão da seletiva somente textos que não tenham sido publicados em livros ou e-books.

A curadoria será feita pelo escritor Lourenço Moura.

Envie seu texto para cafe@bkpcafe.lemund.com.br. Ao final do texto cole a seguinte frase:

Autorizo, sem custos para mim ou para o site Café do Escritor, a publicação deste texto no site www.cafedoescritor.com.br.