Ficção científica brasileira sobre família e legado

Por: Mozart Sávio

Romance de estreia de Arthur Pereira Lopes, O Núcleo da Mente Viva mistura ficção científica, saga familiar e legado emocional em uma travessia entre décadas e continentes. Publicada pelo selo Página Nova, do Café do Escritor, a obra propõe uma pergunta: e se todas as nossas memórias pudessem ser armazenada e consultadas?

 

A trama se inicia em 2125, na Cidade Solar de Atlântica, onde o Núcleo da Mente Viva é o centro de uma civilização que tenta preservar não apenas o planeta, mas também as histórias humanas. É nesse cenário que Maia Lopes, aos 17 anos, e seu irmão Naoki, aos 19, se preparam para acessar o Departamento de Memórias Familiares e, junto dele, um passado que parecia incompleto.

 

Na busca por respostas, os dois descobrem a figura de um ancestral chamado Arthur, apontado como pioneiro na preservação de memórias digitais. Ele teria deixado um manuscrito com um “código para o futuro”, uma mensagem destinada aos descendentes. A partir daí, a trama se transforma em uma investigação emocional: imagens, cartas e fragmentos de vida passam a se encaixar como um mosaico, ligando o interior de São Paulo a outros lugares do mundo e atravessando escolhas, perdas e recomeços.

 

A obra deixa claro, desde a “carta ao leitor”, que não fala apenas sobre tecnologia ou futuro. Ela fala sobre o que tentamos salvar dentro de nós: memória, identidade, família e legado. Em vários momentos, a tecnologia aparece não como frieza, mas como uma forma de cuidado, porque até a voz de quem amamos pode se perder se não houver atenção e presença.

 

Para quem é este livro

Para leitores que gostam de ficção científica com emoção, histórias sobre família, pertencimento e legado, que usam o futuro como lente para revelar o que importa no presente. É uma leitura ideal para quem quer revisitar as próprias raízes, entender o que veio antes e pensar no que deseja deixar para o amanhã.

 

Dados editoriais

  • Título: O Núcleo da Mente Viva
  • Autor: Arthur Pereira Lopes
  • Edição: 1ª edição, 2025
  • Selo/Editora: Página Nova (Toledo–PR)
  • Páginas: 128
  • ISBN: 978-65-85933-65-0
  • Gênero: Ficção científica brasileira
  • Link da obra: https://a.co/d/01lciI4f

Ressignificando Eventos de Injustiça

Ressignificando Eventos de Injustiça

Por Mozart Sávio

Um livro para quem decidiu interromper os ciclos da dor e construir um novo mapa de vida

Existem eventos em nossas vidas que não passam. Ficam adormecidos, mesmo depois de anos. E é quando menos esperamos que despertam, pedindo escuta, cuidado, atenção.

Ressignificando Eventos de Injustiça nasce desse chamado. Não para apagar o que aconteceu, mas para iluminar as marcas do passado com o cuidado que antes faltou.

Lançado pelo selo Página Nova, o livro apresenta uma proposta terapêutica para guiar o leitor na identificação e ressignificação de experiências marcadas por eventos de injustiça emocional, como rejeição, abandono, humilhação, abuso ou negligência. 

Em vez de permanecer refém desses traumas, o leitor é convidado a criar um novo “mapa de vida”, ancorado na verdade, no amor e na reconexão com a própria identidade.

A obra reúne oito autores com vivências intensas e complementares, que se denominam “Amantes Radicais de Pessoas”. Cada capítulo parte de um testemunho e segue com reflexões, exercícios práticos e perguntas de autoconhecimento que funcionam como chaves para romper padrões repetitivos e acessar novas possibilidades de vida.

Quando a história pessoal se transforma em instrumento de cura

Os relatos presentes no livro não foram escritos para causar comoção, mas para inspirar transformação. Jenifer compartilha como internalizou, ainda no útero, crenças que formaram sua visão de valor. João relata como as marcas do orgulho e da fuga o distanciaram da própria essência por quatro décadas. Célia rompe o silêncio sobre os abusos que viveu e conta como superou ciclos de codependência. Mara revela o processo de reconstrução da autoestima depois de ter sido punida por ousar expressar sua dor.

São histórias duras, reais, e profundamente humanas. Mas também são percursos de cura, contados por quem fez o caminho com os próprios pés, e hoje consegue estender a mão para outros que desejam fazer o mesmo.

Um livro que conversa com a dor, e com a saída

Com uma linguagem acolhedora, a obra não se limita à exposição das feridas. Ao contrário: oferece um percurso estruturado de cura, com perguntas orientadoras, práticas de reflexão e atividades que ajudam o leitor a entender o que são velhos mapas (crenças sabotadoras construídas a partir da dor) e como substituí-los por novos caminhos, baseados em amor, pertencimento e liberdade interior.

A proposta da obra é mostrar que mesmo que não seja possível mudar o que aconteceu, podemos mudar o significado que damos ao que vivemos. E é nesse gesto que a vida ganha espaço para se renovar.

Para quem é esse livro?

Ressignificando Eventos de Injustiça é para quem cansou de andar em círculos. Para quem já intuiu que certos padrões vêm de feridas antigas e quer, finalmente, ressignificá-las. Para líderes espirituais, terapeutas, professores, pais e mães, e para qualquer pessoa que deseje romper com o piloto automático da dor e assumir o protagonismo da própria história.

Dados editoriais

Ressignificando Eventos de Injustiça
Autores: Adriana Nogueira, Célia Reis, Jenifer Paixão, João David, Leila Moura, Mara Rodrigues, Patrícia Rabelo, Sara Cavalcante
Selo: Página Nova – Café do Escritor
Páginas: 140
ISBN: 978-65-85933-40-7
Gênero: Autoconhecimento, Cura Emocional, Desenvolvimento Pessoal
Ano: 2025
Disponível em: Amazon | Instagram: @cafedoescritor

 

Não diga que Deus disse — Memórias de uma aluna de teologia

O livro que devolve a humildade à fé

Por Mozart Sávio

Quantas certezas uma fé é capaz de sustentar? E quantas vezes usamos o nome de Deus para validar o que já decidimos por conta própria?

Publicado pelo selo Página Nova, Não diga que Deus disse é um chamado à humildade.  Em um tempo em que o discurso religioso muitas vezes serve mais para reforçar convicções pessoais do que para promover o encontro com Deus, Juliane Queirolo oferece algo raro: uma fé que pensa, questiona e se responsabiliza.

A fé que escuta antes de afirmar

Não diga que Deus disse o que você pensou. O que achou ter entendido. Aquela ideia com algum sentido.

É assim que começa o poema que dá nome ao livro e também o tom da obra. Desde as primeiras páginas, Juliane escreve como quem aprendeu que fé não é sinônimo de certeza.

O livro nasce das inquietações de uma aluna de teologia diante do que se faz, e se desfaz, em nome de Deus. Ao longo de quatro anos de curso, Juliane percebeu como interpretamos a Palavra com os filtros da nossa tradição, cultura, emoção e história pessoal. E, pior: quantas vezes usamos essas interpretações para justificar posturas anti-cristãs.

Do púlpito à vida real: quando a interpretação machuca

Em capítulos breves, que alternam o tom poético, crítico e confessional, a autora desmancha certezas arrogantes e convida o leitor à honestidade espiritual. Fala de passagens bíblicas fora de contexto, de discursos religiosos que geram culpa ou violência, e de feridas abertas por interpretações malformadas.

No capítulo Donos da Verdade, ela lembra o caso real de uma menina de 10 anos, que após sofrer violência sexual, foi cruelmente hostilizada por religiosos durante um procedimento médico autorizado por lei. A pergunta que fica é: que tipo de cristianismo estamos ensinando?

Juliane responde com mansidão, mas sem omissão. Em vez de gritar doutrinas, ela propõe uma chave de leitura: Jesus. Mais do que o texto bíblico isolado, o que deveria pautar a fé cristã é o caráter de Cristo, que é manso, justo, humilde. A verdadeira interpretação, ela sugere, é aquela que passa pelo filtro do amor.

Teologia com ternura e lucidez

A linguagem do livro equilibra clareza e lirismo. Não há jargões acadêmicos nem simplificações ingênuas. Há, sim, uma escrita atravessada por poesia, experiência e temor. A autora compartilha memórias, confissões e até poemas, como aquele em que se pergunta: “Senhor, disse eu, jamais eu poderia matar um meu semelhante…”. E ouve, em resposta, que há homicídios feitos com palavras, julgamentos, descuidos.

O tom nunca é dogmático. Ao contrário: valoriza a dúvida, a escuta e o reconhecimento dos próprios limites. Este é um livro sobre prudência, sobre ler a Bíblia com seriedade, respeitando o contexto, o gênero literário, a ética e, sobretudo, o exemplo de Jesus.

Para quem é esse livro?

Para quem já se feriu com discursos religiosos.
Para quem crê, mas não sabe mais em quem confiar.
Para quem lê a Bíblia, mas tem medo de interpretá-la errado.
Para quem ama a fé cristã, mas não suporta o fanatismo.

Não diga que Deus disse é um livro que devolve a leveza ao caminho espiritual. Um livro que nos ajuda a trocar o “Deus mandou” por um “eu posso estar errado”. Um livro que, antes de nos colocar no púlpito, nos convida a tirar os sapatos.

Onde encontrar

Não diga que Deus disse — Memórias de uma aluna de teologia
Autora: Juliane Queirolo
Selo: Página Nova – Café do Escritor
Páginas: 112
ISBN: 978-65-85933-24-7
Gênero: Teologia, Fé, Autobiografia espiritual
Ano: 2024
Disponível na Amazon e nas redes da autora