A jornada que o Café constrói com você

Todo livro começa antes da primeira frase. Começa na pergunta: “será que agora vai?”. E é justamente nesse ponto que muita gente chega até nós

Olá, eu sou o Sandro Bier, do Café do Escritor. Se você chegou até aqui, provavelmente está pensando em escrever ou publicar um livro — e quer fazer isso com segurança, sem cair nas ciladas editoriais que muita gente enfrenta por falta de orientação. E é exatamente para te guiar nesse caminho que o Café do Escritor existe.


Quem somos e como trabalhamos

O Café do Escritor é uma comunidade de leitores e escritores. Desde 2015, nós ajudamos autores independentes a transformar suas histórias em livros profissionais, com qualidade, transparência e um processo editorial completo. Nós somos uma prestadora de serviços editoriais. Isso significa que, ao fazermos o seu livro:

  • o livro é seu;
  • os direitos são seus;
  • e você permanece um autor independente.

Mas, ao mesmo tempo, com a qualidade editorial que não fica a dever a nenhuma editora comercial.

Nosso diferencial: fazemos o livro com você

E aqui entra um dos nossos maiores diferenciais: nós fazemos o livro com você. Você participa de todas as etapas, acompanha o processo inteiro e recebe orientação editorial ao longo do caminho — é uma consultoria incluída dentro da produção do seu livro. E eu asseguro: você vai aprender muito. Por isso, você ganha clareza, segurança e um resultado realmente profissional.

O processo editorial completo

Quando você trabalha com a gente, o seu livro passa por todas as etapas editoriais necessárias: leitura crítica, preparação de texto, revisão, capa, projeto gráfico, ficha catalográfica, ISBN — tudo. Nosso trabalho é entregar o seu livro pronto, com padrão profissional e seguro.

E, depois disso, quando a obra está finalizada, nós intermediamos a impressão com as nossas gráficas parceiras, que já conhecem o nosso padrão técnico e garantem uma impressão de excelente qualidade.

O que não fazemos — e o que oferecemos no lugar

Importante dizer:

  • nós não realizamos lançamento presencial;
  • e não colocamos livros em livrarias físicas.

Como nosso intuito é trabalhar de forma enxuta, oferecemos outra solução: além da impressão na quantidade de exemplares que você quiser, temos a opção de colocar o seu livro nos principais marketplaces do Brasil, como Amazon e outros.

O nosso lançamento é sempre digital, através das nossas redes sociais e do nosso canal no YouTube. Mas, se você quiser ir além, indicamos parceiros confiáveis que fazem o trabalho de divulgação e lançamento.

Selo Página Nova: parceria que amplia o alcance do autor

O Selo Página Nova é uma parceria entre o Café do Escritor e o autor. Ele dá suporte ao autor: intermedia a impressão, entrega os exemplares e disponibiliza a obra nos principais marketplaces. Para que possamos colocar o seu livro nos marketplaces, ele precisa ter o Selo Página Nova. O selo não tem custos extras, mas nós nos reservamos o direito de fornecê-lo com base em três critérios:

  1. concluir todas as etapas editoriais com a gente;
  2. manter uma boa relação de parceria com a equipe;
  3. e ter um conteúdo que represente o nível de qualidade do selo.

Nem todo projeto será convidado para receber o Selo Página Nova. Além disso, apenas quem assina o Contrato de Cessão Parcial tem direito aos três benefícios exclusivos:

  • intermediação com a gráfica;
  • disponibilização do livro em marketplaces;
  • live de lançamento no nosso canal.

Dessa forma, seu livro fica disponível no país todo e você recebe royalties sobre as vendas.

Nosso propósito

O propósito do Café do Escritor é simples: transformar ideias em livros e escritores em autores publicados — com segurança e profissionalismo.

Então, se você tem um projeto em andamento, ou até mesmo um livro que está só na sua cabeça, faz o seguinte: marca uma conversa com a gente. É gratuita e sem compromisso. Traz o seu projeto, tira suas dúvidas e entenda com detalhes como funciona o processo para publicar um livro de verdade — com qualidade e sem ciladas.

Depois de mais de 10 anos produzindo livros com excelência, nós sabemos como pegar o seu projeto e colocá-lo em um padrão que realmente faz diferença.

A gente te espera aqui.


 

Assista ao vídeo completo:

De gude | Urbanesca | O avarento | Entrada secreta

De gude

O netinho tinha uma coleção de bolinhas. Tinha buricão, carambola, acinho, chazinha e leitosa.

Depois apareceu com uma tal de caolhinha. Fez sucesso no jogo de búlica até a mãe descobrir onde tinha ido parar o olho de vidro do avô.

 

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Urbanesca

Saiu cedo com o pai para a velha sinfonia urbana. Passaram por um parque.

Pipoca, sorvete e algodão-doce viraram memória. Debaixo da árvore parecia um piquenique.

Subidas e descidas, o menininho se cansou. Precisava ainda de mais um pouco de esforço.  Desta vez, o carrinho do pai estava cheio de papelão e ele de fome

 

*****

 

O avarento

Detesto dever para alguém, mais ainda para um avarento. O vendedor de coxinhas ia toda tarde na firma. Fiquei devendo dois reais a ele.

Morreu. No velório, o filho da mãe me secava de olhos abertos.

Agora não devo mais nada. Peguei duas moedonas e pus nas vistas dele.

 

***

 

Entrada secreta

— O que o fez chegar aqui? – perguntou-me o diabo.

— O cabo do elevador se rompeu.

 

 


Curadoria: Lourenço Moura


Foto de Sandro Bier

Nula

Naquele dia, eu não precisaria cozinhar. Iríamos jantar fora.

Busquei uma roupa e arrumei os cabelos.

Supostamente atrasada, saí do quarto. Ao me ver, ele se virou em direção à porta, resmungando. Da sua boca não saiu uma palavra inteira, só interjeições. Nunca fora de falar muito.

No restaurante, ele fez o pedido, comeu, palitou os dentes como de costume e, depois de massagear a barriga estufada, verbalizou:

— Enfim, comida de verdade!

Disse-o com todas as palavras completas, com pausas e usando a exclamação. Entraram em mim, entristecendo cada músculo da minha face, derrubando meus ombros e, por fim, ficaram presas em algum lugar dentro da minha cabeça.

Depois desse jantar, a cada refeição que lhe servia, eu baixava os olhos e lembrava aquelas palavras presas em mim enquanto ele se satisfazia em silêncio. Por vezes soltava uma interjeição que não dava para entender. E eu, bem, eu… Não importava.

 


Curadoria: Lourenço Moura


Foto de Kat Jayne no Pexels