Técnicas de Escrita para cativar seus leitores

Quem nunca sonhou em conquistar seus leitores desde a primeira frase? Escrever é muito mais do que colocar palavras no papel; é criar conexões, despertar emoções e deixar uma marca. Ao longo dos anos no Café do Escritor, muitos autores compartilharam a mesma inquietação: “Minha escrita é boa, mas falta algo que prenda o leitor de verdade.” E se eu te dissesse que existem técnicas simples que podem transformar um texto comum em algo incrível?

Neste artigo, vou compartilhar algumas ferramentas essenciais para criar textos envolventes e memoráveis. Vamos juntos?

O que são Técnicas de Escrita?

Técnicas de escrita são como o motor de um carro: elas dão impulso à narrativa e a mantêm em movimento. São elas que ajudam você a escolher as palavras certas, criar o ritmo ideal e construir imagens que capturam o leitor. Mais do que recursos estilísticos, são ferramentas práticas que ajudam a superar problemas como textos repetitivos, pesados ou sem impacto.

Se você sente que sua escrita ainda não alcança o impacto que deseja, não se preocupe. Todos podem aprender. Afinal, escrever é uma jornada de aprendizado e evolução.

1. Uso de metáforas e comparações

Metáforas e comparações são como temperos em uma receita: na medida certa, tornam o texto irresistível. Elas ajudam o leitor a sentir, enxergar e experimentar emoções e cenários.

  • Metáforas substituem o literal pelo simbólico, criando imagens marcantes. Por exemplo: “A noite caiu como um manto escuro, cobrindo tudo com silêncio.”
  • Comparações usam palavras como “como” ou “assim como” para estabelecer relações. Exemplo: “Ela corria como uma tempestade: poderosa e impossível de ignorar.”

Esses recursos abrem novas camadas de significado e tornam a leitura mais rica. Pegue um trecho do seu texto e reescreva usando alguma destas. O resultado pode surpreender!

2. Ritmo e fluxo narrativo

Sabe aquele texto que te carrega sem esforço? Isso é o ritmo em ação. O ritmo é o compasso da obra. Ele dá movimento, alternando momentos de tensão e relaxamento.

  • Frases curtas e rápidas criam urgência — ótimas para cenas de ação.
  • Frases longas e reflexivas transmitem calma ou melancolia — perfeitas para introspecções.

Pense no ritmo como a trilha sonora da sua história. Ajuste-o de acordo com o tom que quer transmitir. Um texto fluido mantém o leitor tão envolvido que ele nem percebe o tempo passar.

3. Como evitar repetições e simplificar frases longas

Repetir ideias ou criar frases complicadas é como colocar pedras no caminho do leitor. A clareza é sempre sua melhor amiga.

  • Simplificar não significa empobrecer, mas tornar a mensagem clara e direta.
  • Confie no seu público. Não é preciso repetir várias vezes para garantir que entenderam.
  • Escolha palavras precisas. Por exemplo: em vez de dizer “ele estava muito cansado e exausto”, diga apenas “ele estava exausto.”

Um texto claro permite que o leitor se conecte ao que realmente importa: a sua mensagem.

4. Exercício prático: Reescrevendo com estilo

Pegue um parágrafo comum da sua história e reescreva-o usando metáforas, comparações e atenção ao ritmo. Aqui está um exemplo:

Original:
O céu estava escuro, e ela andava rápido pela rua, com medo de ser seguida.

Reescrito:
O céu era um abismo sem estrelas, e seus passos ecoavam como um grito sufocado na rua deserta. Ela avançava como quem foge de sombras vivas, sentindo o peso do medo em cada respiração.

Percebe como o texto ganha vida? Esse é o poder de aplicar as técnicas de escrita.

Sua escrita, seu legado.

Escrever é uma jornada constante de aprimoramento, e cada técnica que você domina aproxima suas palavras de uma narrativa mais envolvente. Lembre-se: o segredo está na prática e na busca por autenticidade em cada linha. 

Se você quer levar sua escrita ainda mais longe, o Café do Escritor está aqui para ajudar. Entre em contato e descubra como podemos colaborar para dar vida às suas histórias de forma única. Vamos para o próximo capítulo, juntos!

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DISC: a ferramenta do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal

Todos nós temos um conteúdo que entregamos nos relacionamentos onde transitamos, seja na família, trabalho, escola, na vida eclesiástica ou enquanto estamos no trânsito. E cada pessoa carrega uma marca de suas origens, tanto familiar como a sociedade na qual esteve ou está inserida. Somado a isso, tem o perfil comportamental, que difere na forma de se comunicar e habilidades próprias para desempenho de atividades e entrega de conteúdo.

As palavras ainda são usadas como medida na comunicação eficaz. Não menos importante, são as atitudes. E assim, a comunicação é um conjunto de fatores que comunica comportamentos.  O comportamento humano tem sido objeto de estudo há mais de dois mil anos atrás quando Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, buscava entender as diferentes respostas  comportamentais de pessoas expostas a um mesmo processo, seguido pelo psiquiatra suíço Carl Jung, que observava como as pessoas se relacionavam consigo mesmas e suas reações às ocorrências externas. Mas foi no início do século XX que o psicólogo William Moulton Marston, na obra “Emotions of Normal People”, trouxe uma ferramenta prática que classifica as tendências comportamentais em quatro estilos de perfil, e assim surgiu a sigla DISC –  Dominante(D), Influente (I), Estável (E), Analítico(C) também conhecidos como Colérico, Sanguíneo, Fleumático, Melancólico -, utilizada há mais de 40 anos por empresas, para recrutamento e seleção, como também por pessoas que estão em busca de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

A análise de Perfil é uma ferramenta de autoconhecimento e descobertas, que possibilita muitos avanços na vida pessoal e organizacional, trazendo leveza para os relacionamentos e clareza para escolhas profissionais. Empresas do mundo todo se orientam por essa ferramenta para seleção de seus colaboradores; aumentando a possibilidade de uma ambiência favorável à criatividade e produtividade. Afinal, as pessoas carregam uma marca pessoal que fica impressa no produto ou serviço que entregam.

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A felicidade e a tristeza

A felicidade se perdeu de si mesma. Está fora de controle!
Está lá, estampada em todas as esquinas, todas as mídias sociais.
Mais do que ser feliz, é preciso parecer feliz o tempo todo e a qualquer custo.
Tornou-se quase um crime não ostentar felicidade.
Vivemos na era da ditadura da felicidade.
Dentre tantos sorrisos que precisam ser felizes, eu já nem sei mais quais deles são felizes de verdade.
E a tristeza? O que dela? Para onde foi?
Esquecemo-nos de algo deveras importante:
O essencial e mais importante para a felicidade é saber ser triste.
Ninguém posta a tristeza, pobre coitada.
Nunca vi a tristeza tão triste, esquecida, abandonada, quase proibida, interditada.
Hoje a tristeza é como uma doença.
A tristeza, porém, não é doença!
A tristeza é uma emoção humana e, como toda emoção, é necessária.
E sendo a tristeza quem é, é mais do que necessária, é imprescindível.
Da tristeza nasce o referencial que torna possível qualquer medida de felicidade.
Ser triste é ser humano, é ser poeta.
Se Fernando e suas pessoas não tivessem sido tristes, jamais teriam sido quem puderam ser.
Onde teriam ido parar, então, todas as pessoas de Fernando?
E Clarisse? Pobre Clarisse…
Será que alguém consegue imaginar Clarisse vez ou outra sem ser triste?
E se os Fernandos e Clarisses do mundo foram felizes em alguma medida, tenho certeza de que o foram sendo tristes… ou o foram por serem tristes. Certo é que jamais o teriam sido sem tristeza.
Pense com clareza e chegará a uma difícil constatação: talvez a felicidade, o que quer que seja ela, jamais existisse, se não existisse também pelo menos um pouco de tudo aquilo que é capaz de entristecer.
Seria, essa tal tristeza, um referencial que torna possível qualquer medida de felicidade, o que quer que seja ela?
Todo ser humano encontrará com a tristeza em sua jornada. Inevitavelmente aprenderá que, se não a escutar, ela se travestirá de outras emoções.
Poderá vir como raiva, ódio, frustração, impaciência, angústia, agonia, inquietação.

A tristeza é a emoção de mil faces.

Tão sorrateira é a tristeza que poderá parecer até felicidade, como parece hoje nas redes sociais, onde já não é possível mais saber quem é triste ou feliz.

Mas tenham calma! Muita calma!
Não tenham medo da tristeza.
A tristeza é e pode ser a sua amiga, uma improvável e poderosa aliada.
Ela oculta segredos impensáveis, verdades interiores que vão além das palavras.
Aprender a escutar a tristeza é uma arte. É mais do que uma arte. É o que permite a própria existência da arte.
Da tristeza quero não mais que o seu abraço. Quero lhe escutar as palavras inauditas que veio a me dizer, que contém o segredo de tudo aquilo que preciso descobrir para viver e, quem sabe, até mesmo, quase sem querer, encontrar felicidade.

Novamente, calma!

Não é preciso ficar triste…
… mas é permitido, é possível, é humano.
Às vezes, é, até mesmo, recomendado.

Permita-se!

Não há nada de errado com isso. Absolutamente nada!
Um alerta, porém: se por um acaso a tristeza puxar uma cadeira para se sentar. Se a tristeza se recusar a ir embora. Se a tristeza se tornar tão tirana quanto a felicidade o é nos dias de hoje, aí sim, fique mais atento, converse com alguém, procure ajuda, pessoal ou profissional – ambos, se necessário.

E tenha isto sempre em mente:
A sua tristeza está tentando lhe dizer algo importante. Vez ou outra tudo o que ela quer é ser escutada. Às vezes, ao ser escutada, ela vai embora… outras vezes apenas diminui… algumas raras vezes, ao ser escutada, a tristeza, que surpresa, vira até felicidade!

Escutar a tristeza é uma arte.
Escutar a tristeza… é arte.

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A escada

Aquele pintor de casas levava sempre uma escada à tiracolo. Uma escada larga, articulada, de madeira e que alcançava dois metros e meio de altura. Não era uma escada qualquer, pois ela foi elaborada por seu avô, também pintor de casas. Depois, foi passada para seu pai, que também exercia esta mesma profissão. E agora, era dele. E ele cuidava com todo carinho, conforme lhe foi ensinado pelos dois. Passada de geração para geração, assim como seu nome, Almiro Neto, tinha um carinho grandioso por aquela escada. Quem o via pintando as paredes das casas reparava em sua roupa cheia de tinta mas também na sua escada impecável, sem nenhum respingo, protegida por algumas camadas de verniz.
Almiro Neto já tinha passado dos cinquenta a muito tempo e sua tristeza maior era saber que não teria um herdeiro para a escada que havia sido criada pelo seu avô. A humildade, a generosidade, a honestidade com que trabalhava e com que vivia, também eram herança de sua família. Mas isso ele sabia que levaria com ele, saberia que estaria seguro e que isso ninguém lhe tiraria. Mas, com a escada, o que faria?

Não queria trabalhar muito além daquela idade. Já estava perto dos sessenta. E por mais difícil que fosse, teria que escolher o que fazer com aquele bem material. Pintava desde os dez anos de idade. Seu pai lhe dizia que tinha sido assim que ele também aprendeu. Desde essa idade já sabia dar valor aos sentimentos e também às coisas valorosas. Aquela escada não era uma simples escada. Havia três mãos de gerações gravadas nela. E por ter sido feita com amor e usada com carinho e dedicação pelos três, a escada tinha alma. 

Nesse dilema todo, Almiro Neto foi contratado, no dia do seu sexagésimo aniversário, para pintar uma escola de educação infantil. Sentia a energia das crianças latejando entre as paredes que recebiam as novas tintas de cores vibrantes. E assim como as paredes alvas tomavam novas cores, o espírito de Almiro foi retomando também sua cor e recebeu uma inspiração.

No dia da última mão de tinta na escola, Almiro olhou para a escada, aquela escada de madeira que não tinha nem um respingo de tinta, e a agradeceu. Não pensou duas vezes depois. Tirou a madeira que unia as articulações, abriu mais o ângulo para não chegar a uma altura tão alta, e pregou-a no quintal da escola que ainda não tinha recebido nenhum brinquedo. Com as tintas que tinham sobrado, deixou a escada colorida para que as crianças brincassem nos intervalos de aula.

Após aquele ato, foi para casa, tranquilo, gozar da sua aposentadoria, sabendo que uma nova criança trocaria novas e boas energias com aquela escada especial. 

Assim, com um novo objetivo na sua vida útil, a escada poderia galgar mais degraus na sua evolução por diversas gerações

Clique aqui e aprecie a obra “A gente se comporta melhor na calmaria quando já passou por tempestades“, de Fábio Granville.

Saúde emocional

Qual a importância da saúde emocional na qualidade de vida dos adultos ou no desenvolvimento saudável das crianças?

Esta pergunta faço-a a mim mesma, carente de conhecimento e consciente da falta de tempo, inúmeras vezes, para pensar em tal assunto. 

Acredito que tal como eu, muitos de vocês não param para analisar certos pormenores do quotidiano.

Existe uma relação entre a saúde física e a emocional que precisa de brotar da nossa mente inconsciente. Digo inconsciente porque todos nós estamos munidos desta sabedoria, simplesmente pela falta de uso, a nossa parte inteligente do cérebro guarda-a a sete chaves para que esta não seja usada.

Acredito que seja de extrema importância ter consciente que o Amor é a chave para abrir qualquer portal de cura, seja ela física, mental ou emocional. E sendo o Amor um sentimento, penso que seja óbvio que toda a cura passa por uma cura emocional. 

Muitas pessoas perguntam: como poderei eu cuidar da minha saúde emocional? Nós não somos educados para tal. É normal não darmos atenção ao que não vemos. É normal que demos uma corrida até ao médico cada vez que o corpo dói. Mas também é muito normal ouvirmos: você não tem nada. Tente relaxar, descansar mais e caminhar ao ar livre. Pobre daquele que não entender o recado que lhe foi dado!!! 

O que o médico queria dizer era: o seu físico ainda está saudável, cuide da sua saúde emocional enquanto é tempo. 

Mas, infelizmente, o tabu ainda é grande em torno desse assunto e preferimos fingir que é o stress do dia-a-dia que gera um cansaço qualquer e esperar que dias melhores venham. Dias melhores não virão se nós não entendermos o que o nosso coração nos queria dizer. O nosso corpo fala connosco a tempo de agirmos em prol de uma boa saúde, a tempo de criarmos limites e a tempo de nos amarmos. Isso mesmo, o nosso corpo necessita de amor. Não do amor dos outros, mas do amor próprio. Quem melhor do que eu para me conhecer e saber o meu valor? Quem melhor do que eu para me ouvir e agir enquanto há tempo? Quem melhor do que eu para me amar e aprovar a mim mesma?

E alguns perguntam: então também precisas de aprovação? E não é isso o que buscamos diariamente no mundo lá fora? Quem disse que essa falta de aprovação não começa cá dentro? Quem disse que não buscamos fora o que nos falta por dentro? Quem disse que não buscamos nos outros o que falta em nós?

Tudo isso é um processo normal das emoções baralhadas com que o Ser Humano vive. Tudo isso é sinónimo de procura, de ansiedade e muitas vezes de pânico. Tudo isso é o resultado de uma vida vivida de forma material quando deveria ser pensada de forma emocional.

A nossa saúde emocional não depende das nossas relações, mas sim da forma como nos relacionamos. A nossa saúde física não depende dos médicos, mas da forma como cuidamos do nosso espírito. A saúde das duas partes não depende só de nós, mas da forma como usamos a nossa mente.

Treine a sua mente para viver num corpo saudável.

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Memorias de uma alma

O Cubo Mágico da Imaginação: Café, Livros e Realidades Paralelas

Às vezes eu acho que, se eu me cortar, vai sair café das minhas veias de tanto que sou dependente químico desse líquido. Qualquer dia desses eu vou pegar a garrafa térmica, servir o café numa xícara e levar a garrafa comigo até o cômodo, onde se encontra o meu notebook. E é também onde estou nesse exato momento escrevendo essas letrinhas que você lê. Adivinha o que tem em cima da mesa bem do ladinho direito do teclado!


Se você disse um gato frajola muito preguiçoso e comilão, por nome Mocinho, acertou. O café fica do lado esquerdo, em uma xícara com o desenho de um cacho de uvas.


Ao meu redor, há duas estantes de 3 andares dos mais variados livros. Quando o assunto é papel, eu sou um acumulador compulsivo. Tem livros de todos tamanhos, formatos, cores, sabores, temas, idiomas e por aí vai. Atrás de mim, uma cama onde jogo pelo ombro alguns papéis e cadernos de anotações avulsos. Aquilo era uma cama, eu acho. Teria de tirar tudo isso de cima para conferir. Mas o Mocinho a adora. Vez ou outra eu me deparo com uma peça de roupa. Por causa disso acho que possuo mais livros que roupas. Por fim, há uma porta e uma janela que eu insisto em manter fechadas por causa da claridade. O que é um péssimo hábito. Às vezes, precisa o sol se pôr e o efeito da cafeína passar para eu me lembrar da utilidade daquilo atrás de mim e me arrepender de ter jogado tudo lá.


Sabe o que é tudo isso que eu acabei de descrever? Você não vai acreditar, mas essa é a minha maior invenção e que vai revolucionar o mundo! Mas silêncio, viu? Que isso fique só entre nós dois. Isso, meu amigo, é um cubo mágico, capaz de me transportar através de um gigantesco leque de diferentes mundos, de diferentes universos, de diferentes realidades, até onde a sua imaginação for capaz de conceber. É um porto por onde se passam os mais diferentes navios que interligam diversos mundo, onde as regras podem mudar como o fluxo de um rio. É um não acaba mais de aventuras. Tudo apertando apenas algumas teclas de meu teclado, mas com a combinação certa, é claro.


Penso em chamá-lo de quarto, ou escritório, ou feijoada. Ainda não me decidi.


Com um bom livro, essa máquina pode me transportar para mundos imaginários, permitindo uma fuga temporária da realidade. Posso adquirir diferentes perspectivas e experiências. Posso ver o mundo através dos olhos de outros personagens, o que me ajuda a entender melhor a minha realidade. Posso também explorar diversos conceitos e ideias que nunca havia pensado antes. Além, é claro, de ser um excelente e divertido hobby.


Entendi! Parece interessante. Como faço para ter um desses?


Muito simples! Essa coisa já existe, e está dentro de você. Imagine um ser, uma entidade ou qualquer outra coisa maluca que é capaz de presenciar diversas vidas humanas. Um ser que é capaz de nascer, viver, morrer e ressuscitar tantas vezes assim desejar. Um ser que seja capaz de romper a realidade que vivemos e viajar por tantas outras realidades apenas com o poder do pensamento. Imaginou? Essa coisinha é você.


Sério? Eu posso fazer tudo isso?


Sim! Peguem seus livros, crianças, e abram na página 26. Parabéns, você acabou de fazer uma viagem interdimensional para um novo mundo. Aproveite a estadia!

Essa é a magia da leitura.

Com ela, você não vive apenas uma vida. Você é capaz de experimentar sensações que jamais poderia imaginar que existiam se não as tivesse presenciado.

A leitura te leva para um cantinho novo, um mundo idealizado por um escritor que não quis guardá-lo apenas para si e desejou que você o conhecesse. E o seu livro é o ingresso de entrada para esse mundo.

A escrita, em sentido parecido, lhe leva para um cantinho só seu; e, ao publicar o seu livro, você compartilha seu mundo com outras pessoas, dando, assim, mais vida para ele.

Existem vários motivos que levam uma pessoa a querer exteriorizar aquilo que têm em suas cabeças.

Você pode querer contribuir para o conhecimento. Pode querer ter fama e reconhecimento pelo seu trabalho. Pode também querer só se expressar artisticamente. Ou então ganhar dinheiro. Como também você pode querer passar uma mensagem, ver um mundo de um jeito alternativo. Esse é o meu preferido. Em vez de estudar para o vestibular do Enem, acho mais interessante um herói que passou anos trancafiado numa fortaleza aprimorando a sua técnica secreta para enfim desafiar um dos lendários guardiões e tomar o seu posto, para que assim ele possa adentrar o palácio do conhecimento e se tornar um mestre artesão de técnicas secretas. Em vez de fazer a famigerada prova prática do Detran, nosso herói estudou os mecanismos de uma poderosíssima máquina capaz de mover o mundo e teletransportar os indivíduos a bordo para uma outra posição do espaço-tempo, onde ele deve demonstrar a um dos anciãos que ele é digno de possuir o pergaminho da vontade sobre 4 rodas, e assim não mais precisar tomar os portais interdimensionais usados pelos outros magos. Ou em vez de escrever um livro, o herói está criando um outro mundo, simples. Literalmente a imaginação é o limite.

Consegue ver agora o poder do feijoada?

Esse, meus amigos, é o poder transformador da escrita. Com ela, somos capazes de ressignificar as nossas sensações passadas. É com ela que eu consigo aprender com meus erros e acertar. É por meio dela que eu consigo conversar comigo mesmo.

O que eu aprendi com um determinado evento em uma determinada época de minha vida? Consigo dar

sentido a isso? Consigo reescrever esse pequeno recorte de minha vida em uma linguagem que eu goste e diferente da minha realidade? Consigo repassar para outras pessoas o que aprendi com tudo isso de modo que elas possam visitar esse meu mundo e viver o que eu vivi e aprender com o que eu aprendi? A resposta é sempre sim!

A escrita é uma poderosíssima ferramenta de transformação. Jamais subestime o seu poder. Uma pessoa nunca mais é a mesma depois que termina um livro. Ao escrever, mergulhamos em nossa própria alma, onde cada palavra que traçamos levam consigo um pedacinho de nós e de nossa história. Através da escrita, conectamo-nos verdadeiramente com o outro, compartilhamos nossa essência humana, revelamos verdades íntimas e estabelecemos conexões com o outro e, principalmente, com nós mesmos.

Portanto, jamais deixem de escrever. E se você não escreve, comece agora mesmo. Pois é com a escrita que encontramos uma voz interior capaz de falar mais alto que nós, pois a mensagem pode chegar a quem nunca nos viu ou ouviu, não importa a distância nem o tempo que separa o leitor do escritor. Escrever um livro é mais que uma conquista pessoal, é deixar um legado que conecta experiências e emoções.

Agora, se me dão licença, preciso buscar mais café.

Conheça o livro do autor Matheus Rocha, O Viajor

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