A noite era pesada e escura, apenas os postes de luz espantavam a escuridão, não havia lua e nem estrelas no céu. Enquanto Daniel caminhava pelos becos escuros da cidade de São Paulo, mas algo parecia errado, um calafrio percorria sua espinha a cada passo, como se algo se escondesse nas trevas. Então uma melodia de violino ecoou pelo lugar, o som era melancólico e agudo, prestando um pouco mais de atenção pode se notar que a música era Reminiscence de Olafur Arnald. Daniel ignorou aquilo, e começou a andar mais rápido, mas aquele som o perseguia aonde ele fosse, imediatamente o homem decidiu correr até o som desaparecer. Depois de aumentar seus batimentos cardíacos com aquela corrida repentina, Daniel percebeu que a melodia sumiu já se fazia um tempo. Um sentimento de alívio e uma vontade inexplicável de chorar tomaram seu corpo, respirando um pouco o homem tenta se acalmar, mas o arrepio em sua espinha retorna e a melodia começa novamente muito mais alta e concentrada em um lugar específico desta vez, em um canto coberto pela escuridão. _Quem está aí? _Daniel indaga em voz alta. E da escuridão sai um homem vestido com roupas do médico da peste, esse ser misterioso tocava sua melodia aguda e melancólica, de repente ele para de tocar e solta seu instrumento no chão, e vai em direção a Daniel, que tenta fugir, mas aquele homem era rápido e ambos caem em uma luta corpo a corpo. Socos e chutes foram desferidos por ambos, quem quer que a quele médico da peste seja, ele era bom, mas depois de minutos, o médico da peste cai no chão derrotado. _Você achou mesmo que teria alguma chance contra mim? _Daniel grita com um tom de superioridade. _Eu sei três tipos de lutas diferentes. O homem encara seu adversário derrotado, onde ele permanecia em silêncio. até que a melodia mais agitada e frenética começa a tocar, era a 24 Caprices for Solo Violin de Niccolò Paganini. _Mas como isso é possível? _Daniel questiona, então a música para de repente. _Entendi, uma caixa de som eu imagino, foi assim que você conseguiu me enganar, fingindo ser algo sobrenatural. Até que cordas de violino se enrolam sobre o pescoço de Daniel, ele tenta se livrar das cordas, mas sem sucesso, até que saindo das sombras atrás dele, revela-se que quem estava o enforcando era outro médico da peste. Perdendo a consciência a última coisa que aquele homem vê é seu oponente levantando e tirando um bisturi do seu sobretudo. Abrindo a barrida do homem em um corte limpo, o médico da peste retira órgão por órgão, colocando em uma sacola plástica e guardando em um cooler. ele desconectava cada órgão do corpo com maestria, como se já tivesse feito isso várias vezes. por fim, eles guardam os instrumentos cirúrgicos e deixam um cartão de visitas escrito “O violinista” e no verso do cartão um desenho da máscara da peste, depois disso eles saem com um deles carregando o cooler, enquanto o outro toca uma música no violino.

